Um Século e meio de história! Sociedade Filarmónica Carvalhense festejou 152 anos PDF Versão para impressão
Terça, 29 Novembro 2011 13:45
A associação mais antiga do concelho do Bombarral, a Sociedade Filarmónica Carvalhense, festejou no passado sábado, dia 19 de Novembro, o seu 152º aniversário.   
As comemorações iniciaram-se com a abertura de uma exposição fotográfica, patente no hall de entrada do Salão Nobre da associação, que resultou de uma recolha, junto da população local, de fotografias antigas de alguns dos intervenientes que integraram o já longo percurso da Filarmónica. 
O momento foi acompanhado pelos Presidentes da Câmara Municipal do Bombarral e da Junta de Freguesia do Carvalhal, José Manuel Vieira e João Mendonça, respectivamente, bem como pelo Presidente da colectividade, Adelino Simões, e pela Presidente da Assembleia Geral, Fernanda Quadros. 
À noite, e depois do jantar comemorativo de aniversário, que contou com a presença de cerca de 130 pessoas, subiram ao palco os cantores do Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra, constituído por antigos alunos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. 
As comemorações prosseguiram com a actuação da Orquestra Ligeira da Sociedade Filarmónica Carvalhense e terminaram com um baile com músicas dos anos 60. 
Ao fim de mais de século e meio de existência, a Filarmónica procura manter-se viva, apesar das dificuldades inerentes à actual situação que o país atravessa. “Temos a responsabilidade de manter esta colectividade que é a mais antiga do concelho e uma das mais antigas do distrito de Leiria”, salientou Adelino Simões.  
Para o dirigente, a tarefa da Sociedade Filarmónica é igualmente dificultada pelo facto de estar inserida “numa aldeia histórica, onde a população é cada vez mais reduzida”. 
Actualmente a banda filarmónica é constituída por 27 elementos, sendo a grande maioria jovens. Integram igualmente o grupo alguns músicos que “apesar de terem idade mais avançada, acharam que ainda estavam a tempo de aprender”. 
Para além da banda, a Sociedade Filarmónica Carvalhense conta igualmente com uma escola de música, actualmente frequentada por “13 miúdos, oriundos da freguesia do Carvalhal, dos quais quatro ou cinco irão brevemente a integrar a banda”, refere Adelino Simões. 
Relativamente à forma como a comunidade olha para a associação, o dirigente explica que “a população revê-se nesta colectividade porque que todas as pessoas têm um familiar a tocar na banda. As pessoas continuam próximas, mas os tempos mudam e as dificuldades são outras”. 
Segundo Adelino Simões, para que esta proximidade se mantenha é igualmente “importante a nossa participação gratuita nos eventos religiosos da terra, que fazemos muitos vezes com um grande sacrifício”. 
Por último, Adelino Simões aproveitou para deixar um apelo à população. “A colectividade não pode ser orientada apenas por três ou quatro pessoas, tem que haver a participação de todos, porque caso isso não acontece não acredito que a colectividade possa sobreviver”, concluiu.

  

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