| Um livro que destaca o papel das mulheres portuguesas - Biblioteca do Cadaval apresenta “Republicanas quase Desconhecidas” |
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| Terça, 13 Dezembro 2011 22:23 |
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A Biblioteca Municipal do Cadaval acolhe no próximo dia 17 de Dezembro (sábado), pelas 15h30, a apresentação do livro “Republicanas quase Desconhecidas”, da autoria de Fina d’Armada. O papel das mulheres portuguesas na constituição da República portuguesa é o principal enfoque do livro.
«Retalhos de uma História Desconhecida em que se prova que a República foi um pouco obra das mulheres espalhadas pelo País» – Assim descreve a sinopse da contracapa do livro, elucidando o leitor sobre a razão de ser da obra, editada pela “Temas e Debates”, chancela do Circulo de Leitores.
Neste contexto, a publicação exalta a importância dos municípios, divulgando, nomeadamente, o trabalho ignorado de mulheres republicanas de 33 concelhos do país. O livro inclui, a título de curiosidade, a biografia da ilustre cadavalense, Sofia Quintino, que foi médica e defensora dos direitos das mulheres do início do século XX.
Fina d’Armada: uma vida dedicada à escrita e às mulheres
A autora, Fina d’Armada, é natural de Riba de Âncora, Caminha, distrito de Viana do Castelo. Licenciada em História e Mestre em «Estudos sobre as Mulheres», foi equiparada a bolseira pelo Instituto Nacional de Investigação Científica (1977-1979).
Começou a escrever aos 16 anos, com “A Aurora do Lima”. Actualmente tem acima de um milhar de artigos em perto de 30 periódicos, a maioria ilustrada por Claro Fângio.
É autora de 11 obras individuais e de 34 em co-autoria sobre Fenomenologia, História das Mulheres, História Local e Descobrimentos. As obras escritas com Joaquim Fernandes estão traduzidas e publicadas em espanhol, francês e inglês.
A sua obra “Mulheres navegantes no tempo de Vasco da Gama” recebeu o “Prémio Mulher Investigação Carolina Michaëlis de Vasconcelos”, em 2005. Em 24 de Julho de 2010, a Câmara Municipal de Caminha condecorou-a com a Medalha de Mérito Dourada «por uma vida inteira dedicada às letras, às mulheres e à singularidade de fazer a diferença».
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