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O aumento do efectivo da esquadra da PSP das Caldas da Rainha para um número mais de acordo com a realidade desta cidade é uma das principais reivindicações do presidente da Câmara, Fernando Costa, e do presidente da Associação Comercial, João Frade, no que diz respeito à segurança.
Depois de uma onda de assaltos a estabelecimentos comerciais nas Caldas da Rainha no final de 2009, o tema ganhou relevância nacional e houve uma conjugação de esforços para que a situação se normalizasse.
No programa "Portugal em Directo" da Antena 1, que foi transmitido a 4 de Fevereiro da sede da Associação Comercial dos Concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos, o intendente Rui Conde, Comandante Distrital da PSP de Leiria, revelou que desde 14 de Dezembro as ocorrências de assaltos a estabelecimento comercial através de arrombamento nesta cidade foram praticamente nulas .
O presidente da ACCCRO elogiou o esforço que tem sido feito pela polícia caldense para que haja um reforço no policiamento, que conteve a onda de criminalidade que se fazia sentir.
No entanto, João Frade e o presidente da Câmara receiam que a PSP não possa manter durante muito tempo o número de efectivos que tem tido na rua. Isto porque para isso tem sido necessário deslocar polícias de outros serviços para fazer patrulhamento.
O relatório da Inspecção Geral da Administração Interna de 2009 concluiu que nas Caldas da Rainha há apenas 1 agente por cada 649 habitantes, quando a média nacional é 1 agente por cada 250 habitantes e a União Europeia aconselha um polícia por cada 158.
Apesar disto, o intendente Rui Conde disse que o efectivo nas Caldas da Rainha é suficiente e prova disso foi terem conseguido acabar durante algum tempo com estes assaltos. "Passámos de um modelo policiamento preventivo e generalizado, para um policiamento mais focalizado face ao tipo de crime", explicou.
Mas para os presidentes da ACCCRO e da Câmara é notório a necessidade de mais agentes nas Caldas.
É por isso que o Contrato Local de Segurança (CLS) entregue pelas duas entidades no Governo Civil de Leiria prevê o reforço do efectivo, tal como tem vindo a ser defendido até por responsáveis locais da PSP.
Esta questão torna-se até mais importante do que a videovigilância, prevista neste Contrato, que tem chamado mais a atenção dos media.
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