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Centenário da Classificação do Castelo de Óbidos
Decorrerá no próximo dia 30 de Janeiro, às 18 horas, na igreja de São Tiago, em Óbidos, a apresentação das Comemorações do Centenário da Classificação do Castelo de Óbidos, uma das 7 Maravilhas de Portugal.
 
Conjuntamente com esta iniciativa, terá lugar a sessão de apresentação da rede internacional Contos do Caminho, da qual a editora “O Bichinho de Conto” é parte integrante e o Município de Óbidos é parceiro associado.
 
Trata-se de um programa de existências e permanências. Existências que constroem um caminho e permanências que o irão sinalizar. Um conjunto de eventos que marcarão 2010, muito em consonância com os princípios da arquitectura militar, nomeadamente na eficiência da relação entre forma e função. 
 
O programa assenta em três metáforas, que se multiplicam num conjunto de acções: A Construção do Saber | “A Fortaleza Natural da Arte” | Do Alto da Torre
 
  • 1 - A Construção do Saber:
Uma Colecção de Óbidos. A lançar durante todo o ano e que contará com edições nas seguintes temáticas: Património Biológico e Geológico de Óbidos; Carta Arqueológica do Concelho de Óbidos; Óbidos Medieval; Arquitectura e Urbanismo de Óbidos; A Heráldica do Concelho de Óbidos; A Pousada do Castelo de Óbidos; Inventário Epigráfico de Óbidos; Património Gráfico de Óbidos; José Joaquim dos Santos; Memórias do Turismo em Óbidos; História dos Bombeiros Voluntários de Óbidos; Galeria novaOgiva.
 
  • 2 - “A Fortaleza Natural da Arte”:
O epíteto remonta ao século XVII, mas continua ajustado ao Presente e Futuro de Óbidos. Será um programa de incidências e com algumas felizes coincidências como as comemorações dos 40 anos da Galeria novaOgiva. Eventos a desenvolver:
- Junho das Artes 2010: A incidência surgirá na integração com o programa do evento Junho das Artes que será centrado na criação de dinâmicas intramuros e num debate conceptual e estético em torno do conceito comummente aceite de espaço público. Em seguimento desta linha surge também a interrogação de quais são as novas fortalezas do nosso tempo?
- nano conferências da novaOgiva: Continuaremos o diálogo iniciado em Janeiro de 2010 com novas nano conferências de cruzamento entre arte e ciência, de leituras coincidentes e divergentes sobre as exposições da galeria novaOgiva. A ciência será da responsabilidade das equipas da Rede de Investigação, Inovação e Conhecimento de Óbidos enquanto a Arte será a da agenda anual da galeria novaOgiva: Pedro Valdez Cardoso, Manuel Casimiro, José Aurélio.
- 40 Anos da galeria novaOgiva: comemoração dos 40 anos da galeria novaOgiva. Um projecto cultural intramuros que marcou a dinâmica da Vila e que fez com que passassem alguns dos melhores artistas portugueses.
 
  • 3 - Do Alto da Torre
Tendo como objectivo continuar que Óbidos continue a ser um tema de estudo académico serão tomadas algumas iniciativas que procurarão aumentar a visibilidade de Óbidos neste contexto. Nesse sentido estão a ser preparadas um conjunto de iniciativas, mas, nesta fase destacamos as seguintes:
- Óbidos terá destaque exclusivo numa das revistas mais importantes sobre Património Cultural. Os conteúdos serão da responsabilidade da Rede de Investigação de Óbidos em conjugação com os serviços municipais que dedicam o seu trabalho à conservação e estudo do património de Óbidos. Destacando naturalmente o Castelo de Óbidos não será esquecido o concelho, pois um castelo também é o seu contexto.
- II Simpósio Internacional de Castelos: Depois da realização do primeiro Simpósio em Palmela, Óbidos vai acolher, em Novembro de 2011, o segundo Simpósio Internacional de Castelos comissariado pela Dra. Isabel Cristina Fernandes. Estarão presentes alguns dos maiores especialistas franceses, espanhóis, portugueses e ingleses, em castelos do espaço mediterrânico.
 
No epílogo da Monarquia, talvez antecipando novos tempos, protege-se um ancestral aliado edificado, centralidade da memória do regime, facilmente identificado com os actores da cena que ainda se vivia.
 
A República, anos mais tarde, não renega o valor de Óbidos enquanto testemunha incontornável da História, já não do regime, mas de todo o País.
 
O acto de classificar foi uma manifestação da relevância histórica e simbólica do edifício, conjuntamente com a preocupação proteccionista de travar os efeitos do tempo sobre o monumento.
 
Declarado Monumento Nacional a 16-06-1910, publicado no Diário do Governo 136 de 23 Junho 1910, o Castelo de Óbidos passou a constar de uma lista de classificações pioneiras.
 
A comemoração do Centenário da Classificação do Castelo é uma forma de recordarmos uma data simbólica, pois trata-se essencialmente do reconhecimento da importância do Castelo de Óbidos. Não deixa de ser interessante que, em poucos lugares, como Óbidos, as pessoas atribuam tanta unanimidade e valor à classificação do Castelo, numa primeira fase, e posteriormente a todo um conjunto urbano da Vila de Óbidos.
 
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